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 plantas/perguntas gerais part I

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Denis Cetera
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MensagemAssunto: plantas/perguntas gerais part I   Dom Jun 01, 2008 8:09 pm

"O que é absolutamente necessário para ter e manter plantas?"

O sucesso no crescimento das plantas resulta de um equilíbrio entre os seguintes factores: luz, nutrientes, oligoelementos e dióxido de carbono. A luz deve ser fornecida num espectro que as plantas absorvam, com grande intensidade para manter as plantas vivas (fotossíntese) e com uma duração de 10-14 h/dia. Os nutrientes são fornecidos pelos dejectos dos peixes. Alguns dos oligoelementos podem já estar incluídos na água que se deita no aquário, mas deve-se usar um dos produtos de mistura existentes no mercado. O CO2 é parcialmente obtido do ar e dos peixes mas pode ser reforçado injectando-o a partir de uma fonte exterior (por exemplo uma garrafa desse gás comprimido). Se as plantas tiverem falta de um destes factores, o seu crescimento será limitado. (Não entre em pânico por causa disso, muitos de nós nem precisamos de um crescimento abundante de plantas). Por outro lado, o valor acrescido de um dos factores sobre os outros, pode causar problemas como uma deficiente alimentação das plantas, crescimento indesejável de algas e até do nível tóxico da água. Cada um desses factores será discutido em pormenor nas secções seguintes.

"O meu amigo tem plantas bonitas e abundantes e não usa fertilizantes ou CO2. São realmente necessários?"

A resposta imediata é não. É perfeitamente possível fazer crescer plantas só com o equipamento básico do aquário, deixando à sorte ou aprendendo com os erros. Isso implica ligeiras alterações do equipamento e das práticas usuais de aquariofilia.

Conhecimentos tecnológicos mais desenvolvidos de controlo de cada um dos quatro factores podem, no entanto, evitar o trabalho das tentativas e os riscos inerentes. Devemos também considerar que o termo bonito é subjectivo também aqui. Muitos aficcionados obtêm grande sucesso com plantas "fáceis" sem equipamento especial e o efeito é bonito. Mas não se podem fazer comparações entre as práticas de amador com as de um conhecedor capaz de criar uma grande variedade de plantas.

"Como posso desinfectar as minhas plantas?"

As novas plantas podem ser portadoras de caracóis, de algas e de doenças. Uma desinfecção prévia ajuda a reduzir a sua propagação ao aquário e/ou pode ser usada para remover algas de plantas já existentes. Há que ter em atenção o perigo de se destruir a própria planta. Existem alguns métodos populares:

A imersão numa solução de permanganato de potássio durante 10 min; recomenda-se a utilização deste desinfectante já diluído em produtos de marca conceituada. O permanganato é particularmente activo na eliminação de bactérias incluindo as patogénicas.

Uma imersão de 2 dias numa solução de 1 colher de chá de alúmen para 4 lit. de água; é particularmente indicada para matar os caracóis e os seus ovos.

Se as plantas forem mantidas num aquário sem peixes durante 3 semanas, parasitas como o íctio e o veludo morrem por falta de hospedeiros.

A imersão numa solução de lixívia a 1/19: 2 minutos para plantas de haste, 3 minutos para plantas mais robustas.

Depois dessa imersão é necessário todo o cuidado para remover quaisquer vestígios de cloro por lavagens sucessivas e o uso de um desclorizante. Este método pode matar as plantas, portanto só deve ser usado como último recurso.

"Devo deixar as novas plantas no vaso?"

Muitas das plantas aquáticas são vendidas em pequenos vasos com lã de rocha. Plantas com raizes delicadas como as Cryptocorynas e Anubias devem ser mantidas nos vasos, especialmente se pretendemos mudá-las de posição dentro do aquário. Desse modo evita-se o choque devido à transplantação; se assim não for as plantas levam tempo a adaptar-se ao novo substrato. Também se podem colocar os vasos sob o areão e outros aquariofilistas cortam o vaso e deixam a planta com a lã do vaso enterrada no areão.

Peixes

"Que espécies de plantas posso ter com o peixe 'x'?"
"Que espécies de peixes posso ter com a planta 'x'?"
Essencialmente a questão é a mesma, embora com a segunda pergunta você mostre preocupar-se mais com as plantas. É preciso saber ligar os hábitos do peixe com a planta. Os grandes ciclídeos que gostam de escavar, não devem ser colocados em aquários com plantas de raiz mas sim com plantas flutuantes. Os peixes vegetarianos não devem ser colocados com plantas que eles comam, a menos que o crescimento das plantas seja mais rápido do que a destruição que eles provocam! Pode acontecer também que alguns peixes comedores de algas sejam também comedores de plantas. De um modo geral, deve-se estudar os hábitos dos peixes e as características das plantas antes da compra ser feita. Devemos também estar preparados para aprender com a experiência dada por várias tentativas.
Alguns peixes podem ser mantidos com todas virtualmente todas as plantas: Pequenos tetras, danios, rasboras, gouramis, discus, bettas, escalares, peixes arco-íris, Corydoras, Vivíparos, killifish, Ciclídeos Anões, e de um modo geral a maioria dos peixes pequenos.

Luz
"Que luz vou precisar?"
A regra geral é 0.5 a 1 Watt de luz fluorescente por litro de água para um aquário de altura normal (menos de 60 cm). Na realidade a solução não é assim tão fácil, porque depende de factores como a quantidade de algas e de partículas na água e nas paredes de vidro, tipo de reflector e da sua distância à superfície da água. Para começar utilize esta regra mas fique preparado para adicionar mais luz depois.

Para plantas que requerem de luz média a intensa, muitos aficionados descobrem que precisam pelo menos de dois tubos fluorescentes a todo o comprimento dos aquários. Podem-se encontrar mais pormenores na secção da LUZ.

"Posso ter plantas com uma simples lâmpada?"
Sim, embora fique limitado às plantas de luz fraca que terão um crescimento muito lento. Por exemplo, Feto de Java, Anubias, Cryptocorynes, Ceraropteris e Musgo de Java. Algumas destas plantas, nomeadamente as Cryptocorynas, na verdade até preferem pouca luz. Devemos também mencionar que há quem tenha a sorte de manter com pouca luz, plantas que requerem mais luz, mas as probabilidades são que o seu crescimento seja muito lento e pouco viçoso.

"Que tipo de lâmpada devo usar?"

Primeiro e acima de tudo, não usar lâmpadas incandescentes, porque dissipam demasiado calor e não dão luz suficiente. Os tubos fluorescentes de espectro completo são os ideais porque duplicam o espectro solar. Estes tubos (Vitalite, Spectralite) são os melhores, mas pode-se considerar como alternativa válida e menos dispendiosa, os tubos fluorescentes (Chroma-50, Design-50); mais baratos ainda, os tubos para plantas são também bons e podem realçar as cores dos peixes. Lâmpadas como a Triton ou Tri-lux são um pouco mais potentes mas também mais dispendiosas que as lâmpadas de espectro completo. As lâmpadas de topo de gama com reflectores internos (BioLume) são demasiado caras e desnecessárias. Existem outros tubos, mas devem-se evitar os tubos de luz branca e "aquarilux", embora muitos aficcionados os usem combinados com tubos para plantas.

"O que é o T-8?"

A designação T-8 refere-se usualmente aos tubos fluorescentes de alto rendimento que se instalam nos edifícios de modernos escritórios, em oposição aos T-12 que são os tubos fluorescentes normais. A sua utilização tem-se divulgado entre os cultivadores de plantas aquáticas, porque são económicos, de longa duração e baixo consumo. Distinguem-se dos T-12 em três pontos: 1- o diâmetro (que é o significado literal da designação T-8 = 8/8 pol.(20,3/20,3 cm) em oposição ao T-12 = 12/8 pol. (30,8/20,3 cm); 2- a potência (123,2 cm - 32 W, 92,4 cm - 25 W; 61,6 cm - 17 W; 3- as suas referências (FO-32, FF32-SPX, etc., conforme o fabricante). Os T-8 usam também um tipo de balastro diferente portanto não se podem trocar pelos vulgares T-12.
NT- As dimensões e tipos de tubos fluorescentes acima indicadas referem-se a marcas e medidas usuais nos EUA. No mercado europeu os tubos tem outras dimensões normalizadas.

"As lâmpadas de iodetos metálicos (MH - Metal Halide) são melhores do que as fluorescentes?"

As lâmpadas de iodetos metálicos (MH) são vulgarmente utilizadas na iluminação de campos de futebol, mas, no nosso hobby, há quem as use por aquariofilistas de recife ou por fanáticos entusisastas por plantas, requerendo grande intensidade de luz. Os reflectores de ideotos metálicos são muito mais dispendiosas do que os fluorescentes. As lâmpadas duram mais e fornecem iluminação mais eficiente e brilhante (tipicamente 175-200 watts por lâmpada) mas também geram um correspondente nível mais alto de calor. Alguns aquariofilistas apreciam o efeito de foco e sombras produzido pelas lâmpadas MH.

"Posso utilizar as lâmpadas de halogéneo de uso doméstico?"

É preciso não confundir as lâmpadas MH acima referidas com as lâmpadas de halogéneo vulgares, de filamento de tungsténio em gás a baixa pressão, como o argon, que compramos em qualquer supermercado para iluminar a sala; as lâmpadas de halogéneo são basicamente lâmpadas de incandescência que geram enorme quantidade de calor com baixo fluxo luminoso

"Como posso montar outro tubo no meu aquário?"

Se o reflector comportar mais um tubo, existem kits para montar um segundo tubo. Caso contrário será necessário também um segundo reflector, ou a troca do existente por um com dois tubos. Outra solução será a compra de um suporte vulgar e montá-lo num reflector de construção caseira. Também é possível comprar "kits" só com os encaixes terminais do tubo e abraçadeiras de fixação, balastro e arrancador em lojas de aquariofila.

"Durante quantas horas por dia devo ter a luz acesa?"

Tal como na natureza, as plantas precisam de um ciclo de luz e escuridão em cada dia. Se tomarmos por base a duração de 12 h do dia e da noite no equador (muitas das plantas tropicais têm esse ciclo), podemos adoptar uma iluminação de 10-14 h por dia. O sistema ideal é comprar um temporizador que automaticamente liga e desliga a luz nas horas predeterminadas, uma vez que as plantas (e peixes) preferem um ciclo regular. Se as plantas precisarem de mais luz não se deve prolongar o tempo de iluminação mas sim montar mais um tubo para aumentar a intensidade luminosa.
Falando de temporizadores, existem tubos fluorescentes que não arrancam automaticamente, i.e., é preciso premir um botão durante alguns segundos. Estes tipos podem ser convertidos para sistema de arrancador automático, comprando os acessórios necessários em qualquer casa especializada.


"De quanto em quanto tempo é preciso mudar o tubo fluorescente?"
A maioria dos tubos fluorescentes perdem grande parte da sua intensidade ao fim de 6 meses (+/- 2000 h), portanto devem ser substituídos entre 6-12 meses (os T8 têm maior duração). Se isso for muito dispendioso para si e o seu aquário não necessita de grande intensidade luminosa, espere até que os tubos se esgotem totalmente, o que pode rondar os 2 anos (8/10.000 h). O melhor sistema é estabelecer um calendário de substituição do/s tubo/s para evitar grandes oscilações de intensidade luminosa.

"O aumento de luz não vai encher o meu aquário de algas?"

Se é a primeira vez que monta um segundo tubo sobre o aquário, deve estar preparado para isso acontecer. Tanto as plantas como as algas são ávidas de luz e portanto estabelece-se uma competição entre ambas. Para ajudarmos as plantas a vencerem, devemos ter uma baixa população de peixes, ter comedores de algas e proceder a frequentes mudanças de água

Dióxido de carbono (CO2)

"A injecção de CO2 é mesmo necessária?"
A injecção de dióxido de carbono não é necessária para manter plantas. Contudo, a maior parte daqueles que a têm utilizado, afirmam que, depois de uma boa iluminação, o CO2 é o mais importante factor para ter um excelente crescimento de plantas. De facto, com o aumento da intensidade luminosa, as plantas requerem mais nutrientes, incluindo o carbono que vão buscar ao dióxido de carbono. Em conjunção com os a capacidade tampão , a injecção de CO2 irá tamponar a água para um pH neutro ou baixo. Um valor mais baixo de pH ajuda as plantas a assimilarem certos nutrientes, além de, afirmam alguns, evitar o desenvolvimento de algas.

"O CO2 é caro?"

O custo de um equipamento de injecção de dióxido de carbono é muito variável, desde os sistemas automáticos aos manuais, mas de um modo geral dispendioso, a menos que se recorra ao super barato sistema da garrafa com fermento de padeiro e açúcar, que adiante se descreve.

fonte de pesquisa "advanced aquarium magazine",fim da parte I, grande abraço.
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crismenvi
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MensagemAssunto: Re: plantas/perguntas gerais part I   Seg Jun 02, 2008 6:29 am

Citação :
"O que é o T-8?"
Fala meu amigo! Já pesquisou sobre as T-5?
Abraço
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Denis Cetera
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MensagemAssunto: Re: plantas/perguntas gerais part I   Seg Jun 02, 2008 3:13 pm

fala garoto?, ah valeu pelos cistos amigo, amigão eu até pesquisei sobre as t5, as T8 têm muitos tipos de Kelvins mas rendem menos que as T5,que por sua vez são mais limitadas em termos de escolha variada de espectros,ou seja é mais dificil arranjar,pelo menos em belem, mais sem duvida é uma ótima opção, abraços.
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crismenvi
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MensagemAssunto: Re: plantas/perguntas gerais part I   Ter Jun 03, 2008 7:48 am

Quanto aos cistos, precisando tem mais.
Realmente, ainda estamos bem defasados com relação a muitos setores. E lojas eletrônicas estão incluídas nesses, infelizmente. As lâmpadas T-5 existem também de diversos espéctros diferentes, produzem um feixe luminoso muito mais intenso e, portanto, seriam necessários para uma mesma montagem um número bem menor de lâmpadas e menor potência. A desvantagem é o preço, a necessidade de reatores específicos e, para nós aqui, a dificuldade de encontrar no mercado local.
Um grande abraço!
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Denis Cetera
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MensagemAssunto: Re: plantas/perguntas gerais part I   Ter Jun 03, 2008 10:04 pm

espero que essa realidade mude logo amigo.
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