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 plantas/perguntas gerais part II

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Denis Cetera
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MensagemAssunto: plantas/perguntas gerais part II   Seg Jun 09, 2008 1:15 pm

Quanto CO2 se deve usar?"

O nível óptimo de CO2 num aquário é de 15-20 ppm. Há informações de que níveis superiores a 25 ppm podem envenenar os peixes, mas a experiência geral não prova isso. A quantidade encontrada na água resultante das concentrações atmosféricas varia com a altitude e a temperatura mas é menos que 1 ppm.

"Como é que trabalha o sistema de gás comprimido?"

Uma garrafa de CO2 comprimido, fornece esse gás à pressão de 55-80 bar. Este valor de saída da garrafa é reduzido a 0,3-1,4 bar por meio de um regulador de pressão e finalmente reduzido a algumas bolhas por segundo, utilizando uma válvula de agulha. Por este processo de lento borbulhar, o gás deve dissolver-se na água do aquário por intermédio de um de três processos: um reactor de gás (onde a água se mistura com o gás numa câmara semelhante à de um filtro seco-húmido), por meio de um boião invertido (que permite a difusão lenta do gás na água), ou injectando o gás num filtro motorizado, interior ou exterior (cuja turbina pulveriza o gás em bolhas muito pequenas, muitas das quais se dissolvem na água). O reactor é o processo mais eficiente, enquanto o dos filtros é o mais fácil de pôr em prática.
É essencial saber controlar o débito de gás injectado, porque um excesso de CO2 pode matar os seus peixes. Existem dispendiosos sistemas automáticos, que utilizam um sensor electrónico de pH para regular a quantidade de dióxido de carbono a injectar e que cortam a injecção quando o pH tem uma descida demasiada. Os sistemas manuais exigem que se comece com uma injecção muito pequena e depois se vá aumentando durante vários dias com uma cuidadosa e regular medição do pH e borbulhar do CO2 até se encontrar o equilíbrio correcto e a posição devida da válvula.

A construção e detalhes de operação estão descritos na secção CO2.

"Como trabalha o método do fermento?"

A fermentação de açúcares numa garrafa gera CO2 (tal como no fabrico de cerveja) e então podemos injectá-lo no aquário por um dos processos descritos. Os componentes para a construção desse gerador de gás são baratíssimos comparados com os da garrafa de gás comprimido. O pior inconveniente é o da produção ser irregular e requer a mudança dos reagentes (de uma a duas semanas), mas é suficiente para ajudar as plantas a crescer. Inicialmente o processo era considerado inútil pelos livros da especialidade, mas nos últimos anos tem tido uma crescente utilização como meio de utilizar o CO2 sem "entrar na carteira".
Aqui está uma construção bem simples: pegue numa garrafa de plástico de 2 litros (de água mineral ou refrigerante) vazia, desenrosque a rolha e faça-lhe um furo que permita a passagem de um tubo de ar dos usados em aquário e vede a passagem na rolha com um vedante de silicone por exemplo. Encha a garrafa até meio com água, junte-lhe meia colher de chá de fermento de padeiro e de meia a uma chávena de chá de açúcar. O borbulhar do gás dura cerca de 2 semanas, após as quais é necessário substituir a mistura. Se a garrafa ficar a nível inferior ao da água recomenda-se a aplicação de uma válvula de segurança para evitar o efeito de sifão.

"Posso simplesmente deitar água com gás no aquário?"
Não! As plantas precisam de uma injecção lenta de CO2. Se você deita água gaseificada no aquário, haverá uma alteração de pH e o gás dissipa-se no ar em poucas horas.

"A injecção de CO2 reduz o teor de oxigénio?"
Não. Os níveis de oxigénio e de dióxodo de carbono dissolvidos são independentes um do outro; podem existir elevados níveis de ambos em simultâneo. Acontece até que se você tiver um aquário com plantas saudáveis, elas só por si saturam a água com oxigénio. O problema é o de que muitas das técnicas usadas para oxigenar a água (pedras difusoras, filtros seco-húmidos, movimentação da superfície da água) provocam uma perda de CO2 para o ar, ou seja, se você desligar a pedra difusora para evitar a perda de gás, pode também reduzir a oxigenação. A melhor solução é a de manter a agitação da água mas fazer uma injecção de CO2 com maior débito do que o perdido, mantendo-se assim um equilíbrio entre os dois gases.
Nutrientes e fertilizantes

"A alimentação dos peixes é suficiente para fertilizar as plantas?"

A maioria dos alimentos para peixes contém os macronutrientes, azoto, fosfato e potássio (N-P-K), para manter as plantas saudáveis. Contudo, os oligoelementos como o ferro, não são fornecidos sob forma que as plantas possam assimilar. Alguns desses elementos já podem vir na água canalizada, razão também para que se efectuem frequentes mudanças parciais de água. Mas isso não é suficiente para algumas plantas e então temos de recorrer à adição de um fertilizante.

"Posso usar fertilizante normal para plantas?"

O fertilizante normal para terra contém elevadas percentagens de N-P-K , os quais já estão incluídos nos alimentos dos peixes. Adicionar maior quantidade causará um crescimento exagerado de algas, além de possível stress aos peixes. É possível que você encontre um fertilizante contendo só os oligoelementos em casas de plantas, ou ser você mesmo a prepará-lo. As misturas da Dupla e Dennerle são caras, mas têm provado dar bons resultados. Tenha cuidado com outros fabricantes que fornecem N-P-K (verifique sempre se a etiqueta menciona os ingredientes). Comprimidos, granulados de fertilizantes têm sido utilizados com êxito enterrados no substrato e usados com moderação.

"Como sei se necessito usar fertilizante?"

A falta de fertilizante nota-se nas plantas pelas folhas transparentes ou amareladas por vezes com buracos, além de uma redução no seu crescimento. As folhas velhas morrem mais depressa e as novas são pequenas e fracas. Outro sintoma é o das plantas crescerem muito bem durante um mês depois de compradas e depois deixarem de se desenvolver por falta de oligoelementos. Também se deve adicionar fertilizante se os níveis de luz e de CO2 forem elevados mas as plantas não crescerem.

"Como é que sei qual é o nutritente que está a limitar o crescimento das plantas?"

Esta é uma pergunta de difícil resposta sem que você próprio faça tentativas. Se notar que a mudança de água causa algum crescimento, então a água que usa fornece alguns oligoelementos que depois se esgotam e nesse caso é aconselhável juntar um fertilizante ou mudar a água mais vezes. Se as suas plantas mostrarem um pequeno crescimento depois de alimentar os peixes, o problema também está resolvido. Mas tenha sempre o cuidado de não aumentar em demasia o suplemento de oligoelementos, senão tem o problema do excesso de algas.
A partir de quantidade os nutrientes são demasiados?
Que quizer manter ziliões de test kits então poderá medir alguns niveis de oligoelementos (a Dupla recomenda um nível de ferro de 0.1ppm) Testes de amónia e de nitratos irão indicar-lhe quando estiver a dar comida a mais. Alternativamente pode observar o seu aquário. Demasiado fertilizante e comida dos peixes podem resultar um crescimento de algas excessivo.


O Substrato

"O que devo usar como substrato?"

Areão ou areia é um bom começo! A questão é a sua granulometria: grãos muito pequenos não oferecem um suporte seguro para as plantas e a areia tende a compactar; por outro lado, grãos muito grandes, dão origem a bolsas de detritos em decomposição. A maioria dos aficcionados recomenda uma granulometria de 2-3 mm (areão), enquanto outros preferem uma areia de 1-2 mm (mais difícil de encontrar). Os caracóis trombeta , escavam o substrato mantendo-o arejado. Sobre o vidro do fundo do aquário deve colocar-se uma camada (1/3 da altura de areão) de fertilizante, sendo os mais populares a turfa (que acidifica a água), laterite (uma argila que contém ferro, usada normalmente com sistemas de aquecimento do substrato) e solo. Um aviso: se você tiver um filtro de placa de fundo, ele pode aspirar o fertilizante e lançá-lo à água em vez de o manter sob o areão. A Dupla por exemplo fabrica umas bolas de laterite que podem ser usadas com filtros de fundo, mas que são dispendiosas.

"Que altura deve ter o substrato?"

De um modo geral deve combinar-se a altura do substrato com os tipos de plantas ou seja das suas raízes. Por exemplo as grandes echinodorus (amazonenses) precisam de 10cm de areão, mas plantas pequenas de fundo como a Lilaeopsis só precisam de 2,5 cm. Uma boa solução é colocar o areão em declive de trás para a frente do aquário. Assim as plantas de maior altura plantam-se junto ao vidro posterior, as de médio porte a meio e as de pequena altura junto ao vidro anterior do aquário. Outra solução é a de fazer uma camada de areão com a altura média de 7 cm.

"Posso ter plantas com um filtro de fundo?"

Claro que sim! Só é necessário ter suficiente altura de areão para as plantas enraizarem. A circulação de água através da placa deve ser lenta. De qualquer modo é provável que algumas raízes se introduzam na placa, dando origem a mais trabalho de manutenção. Muitos aquariofilistas acham que não se deve ter plantas com filtro de fundo e isso tornou-se quase uma crença religiosa na Usenet. Contudo, não significa que seja impossível... como nas crenças religiosas, cada um é livre de seguir a que quiser.:-)

Aquecimento

"A que temperatura devo manter um aquário com plantas?"

Isso varia de planta para planta, mas grande parte delas vivem bem entre 22- 27C. Para aquários de Discus que requerem uma temperatura mais elevada, veja num livro de plantas quais as espécies mais recomendadas.

"Tenho que ter um aquecimento no substrato?"

Os benefícios do aquecimento do substrato ainda não estão comprovados, mas crê-se que dá uma estabilidade mais prolongada ao aquário. Se você é um principiante, será melhor familiarizar-se primeiro com a luz, fertilizantes, etc. No entanto se gosta de aventuras e pode gastar dinheiro, então talvez tenha orgulho em instalar um sistema de aquecimento do substrato por cabos. No entanto há quem defenda que um filtro de fundo com uma passagem lenta produz os mesmos efeitos.
Problemas e sucesso a longo prazo
Esta lista não é de modo nenhum exaustiva! Se tiver experiências que julgue de interesse para este tópico, pode enviá-las.
As folhas tornam-se amarelas e caiem"

"As folhas criam buracos e caiem"
No primeiro caso o mais provável é a falta de oligoelementos e no segundo pode também ser que os peixes e caracóis as comam.

"As plantas crescem durante um tempo e depois morrem ou continuam a crescer mas muito lentamente"

Este é o problema mais vulgar entre os principiantes e pode ter diferentes causas:
As plantas podem armazenar muitos nutrientes para utilização posterior. Quando vêm dos viveiros, elas trazem uma reserva máxima. Mas passado um mês ou mais, se você não lhe fornecer um suplemento, elas esgotam as reservas e acabam por morrer.
A maioria das plantas envasadas são criadas por sistema hidropónico em estufas ou viveiros com luz de Sol filtrada e com elevado nível de nutrientes mas depois têm que se adaptar às condições dos aquários. Primeiro perdem as folhas que cresciam fora de água e criam novas folhas com diferente feitio e consistência. Em segundo lugar, aclimatando-se a menos luz e menos nutrientes, a sua velocidade de crescimento diminui.
Enquanto as plantas envasadas se transportam com facilidade, isso já não se passa com as não envasadas. Estas podem ter passado por várias mãos, desde o cultivador até à loja que as vende e por isso podem não estar nas melhores condições quando se compram. Grande parte delas foram criadas fora de água, muitas vezes também sob luz solar filtrada e vão ter que se aclimatar às condições do aquário.
A planta pode não ser uma verdadeira planta aquática. Muitos comerciantes vendem plantas palustres como sendo aquáticas. Estas plantas podem aguentar-se um mês ou mais mas normalmente morrem.
Algumas plantas hibernam. Os bolbos do Aponogeton perdem todas as suas folhas. Nessa altura os bolbos devem ser retirados do aquário e postos recipiente de água fria durante alguns meses. Podem então voltar a ser plantados nascendo novas folhas.
As Cryptocorynes podem largar as suas folhas por alteração das características químicas da água. Não é caso para desesperar, pois o mais provável é nascerem novas folhas

fonte de pesquisa"aquarium advanced magazine", um grande abraço.
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